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quinta-feira, 22 de maio de 2008

O FIO DA NAVALHA

No circo da pobreza os artistas são favelados, onde no circo pobre não há lona nem picadeiro, não tem arte nem tem atores, mas tem espetáculo. O dramático espetáculo da miséria, abandono e indiferenças. São fotografias que não servem exatamente para mostrar, mas sim para sugerir uma mudança e a sugestão, às vezes é capaz de chocar.
Imaginação urbana um olhar periférico mostra grandes realidades que dividem o mundo, são capaz de produzir uma absurda fronteira, ao seccionar o mesmo país, seccionam também famílias, dividam a língua, as casas, as ruas, as fronteiras de uma cidade torna uma terra de ninguém. Estas fotografias da periferia onde tem seu grande paradoxo, estas imagens podem confirmar a amarga falência de uma civilização (falta de emprego), nas fotografias, o absurdo e o terror que rodeiam as periferias (violência e discriminação) sem os contos de fadas, e a lona colorida de um circo real, os rostos são coloridos e marcados pelas decepções e fracassos da estrada da vida.

Um comentário:

Preta disse...

Maravilha, Jjorge. Parabéns. Assim é possível olharmos, a cada dia, um pouco mais desse teu tão importante trabalho. Parabéns, mesmo!
Marlene Machado (Preta)